Crónica na Sé do Funchal
Estou sentado no meu banco preferido no interior da Sé do Funchal. Entre mim e Nossa Senhora de Fátima não existem mais lugares. Daqui troco olhares com a altiva Nossa Senhora, que me sorri e me alcança com olhos meigos. Tento retribuir, mas sei que tenho cara mais sisuda. É um dos espaços da catedral mais concorridos e onde me sinto em paz. Os problemas ficam à porta e procuramos, em conjunto, soluções para as agruras da vida. Sob a estátua está o único lugar onde se podem colocar velas, de verdade, em sua honra, e igualmente para pedir desejos ou pagar promessas. Há também quem ponha uma moeda e acenda uma luz a simbolizar uma vela. Mas não é a mesma coisa. Nem de longe nem de perto. Vale pelo gesto, convenhamos. Umas pessoas ajoelham-se, outras simplesmente ficam de pé a orar. Junto a Nossa Senhora está uma fotografia do Papa João Paulo II, que já esteve nesta igreja, e a quem tive o privilégio de fotografar. Também se encontra, à esquerda um chapéu do Papa Francisco. As pessoas con...